domingo, 31 de julho de 2011

Neymar dá lucro de R$ 620 mil ao Santos

Leia abaixo a matéria da Folha SP deste domingo (clique aqui).



Os resultados de Neymar dentro de campo são indiscutíveis. Quatro títulos conquistados, entre eles uma Libertadores, em um ano e meio como astro do Santos. Mas, além dos gramados, é nos cofres da Vila Belmiro que o camisa 11 tem justificado as regalias que recebe.
O plano de carreira pensado para manter Neymar no Brasil, por meio de patrocínios pessoais, aproximou o salário do jogador a quase R$ 1 milhão e gera dividendos também para o Santos.
O contrato entre o clube e o atleta prevê que toda a verba oriunda da imagem de Neymar seja dividida --70% vai para o atacante de 19 anos e 30%, para a agremiação. Segundo pessoas ligadas à diretoria santista, já foram fechados e estão próximos de ser concretizados cerca de R$ 9 milhões por ano de patrocínios a Neymar. Em torno de R$ 2,7 milhões desse montante entram na conta do time da Vila Belmiro.
Pelo acordo firmado após a investida do Chelsea, no ano passado, o Santos se compromete a pagar pelo menos R$ 500 mil mensais para o atacante. Desse valor, R$ 160 mil são fixos, correspondentes ao teto salarial do clube, e o restante está relacionado a direito de imagem.
Se as verbas publicitárias não forem suficientes, o Santos tem que tirar dinheiro dos próprios cofres para completar o mínimo de R$ 500 mil. Foi assim no começo. Mas, com as apresentações cada vez melhores de Neymar, os patrocínios explodiram.
Hoje, cinco empresas exploram a imagem do atleta: Red Bull, Nextel, Tenys Pé, Panasonic e Nike --apenas a última não entra no acordo firmado com o Santos. Além desses patrocínios, outros três serão anunciados em breve: AmBev, Oi (em substituição à Nextel, a partir de setembro) e Lupo.
O Ministério do Turismo também quer Neymar como seu principal garoto-propaganda por R$ 900 mil anuais, segundo apuração da Folha. Hoje, com os 30% dos R$ 9 milhões arrecadados, o Santos ganha mais do que o necessário para bancar a parte que lhe cabe nos vencimentos de Neymar. Contando o 13º salário, o clube paga R$ 2,08 milhões a sua estrela.
Sobram, em seus cofres, R$ 620 mil, suficientes para pagar quase cinco meses do salário do meia Paulo Henrique Ganso, que negou plano de carreira semelhante ao do colega e recebe R$ 130 mil.
"É um trabalho feito com competência. Estão todos felizes: o jogador, que ganha muito, e o clube, que mantém o atleta. Todos ganham", afirmou o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.
É o sucesso do projeto, somado à vontade de Neymar de disputar o Mundial de Clubes, no fim do ano, que dá esperança aos cartolas santistas de manter o atacante por mais tempo no Brasil.
A novela de sua transferência para a Europa só terá um desfecho em 15 dias, segundo o empresário de Neymar, Wagner Ribeiro. Até lá, o agente tentará convencer o Real Madrid a esperar até janeiro para ter o jogador. Ou Neymar a aceitar agora a proposta espanhola.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Futsal em alta

A boa campanha da Assaf no primeiro turno do Estadual de Futsal de nada vai adiantar se a equipe não mantiver o bom retrospecto no returno e conquistar de vez a confiança do torcedor santa-cruzense. Acredito que o tempo em que o time ficou sem jogar serviu para que o técnico Paulo Rudinei da Rocha pudesse azeitar ainda mais o conjunto. Algo me diz que o time pode dar um salto de qualidade neste segundo turno, mesmo com a competição tendo todo o foco dos clubes que estavam preocupados inicialmente com a Liga Nacional.

Base
Em todos os esportes, trabalhar com a descoberta de talentos é essencial para que haja envolvimento da comunidade local. Parece-me que a dupla Ave-Cruz abriu os olhos para isso e está disposta a formar uma base com atletas de casa. Prova disso é que ambos irão disputar o Estadual Juvenil. A região sempre teve um bom potencial para descobrir novos atletas e o caminho até a glória nem é tão longo assim, apesar de ser árduo e carecer de dedicação. Força aos dirigentes da dupla que pode colher os frutos logo ali.




Futebol com prazer
Deu prazer sentar à frente da TV para assistir ao superjogo entre Santos e Flamengo, com vitória carioca por 5x4. Além da enxurrada de gols – o que não é comum em partidas de alto nível –, valeu a pena ver dois atletas do nível de Neymar e Ronaldinho Gaúcho desfilar pela Vila Belmiro. Foram 90 minutos de êxtase de futebol, onde mais uma vez ficou provado que uma equipe não pode brincar quando tem chance de matar a partida. O pênalti de Elano custou caro para o time de Muricy Ramalho.

A bola apanhou
No Estádio Olímpico, a bola apanhou mais uma vez. Grêmio e América/MG não saíram de um insoso empate em 1x1 e a torcida tricolor sofre muito com as inconstantes atuações em casa. A campanha do Tricolor no Brasileirão é sofrível: três vitórias em 11 jogos, 39,4% de aproveitamento. E o que hoje está ruim, ainda pode piorar com a sequência de jogos diante de adversários mais qualificados, a começar pelo Flamengo. A situação não vai ser fácil para o novato Julinho Camargo.

Moral elevada
Que a moral com a qual o Inter retorna depois da disputa da Copa Audi, na Alemanha, sirva para que o time engrene e consiga se credenciar de vez como um dos aspirantes ao título brasileiro. Ainda sem treinador, o leque de opções se abre. Além dos já falados Dorival Júnior, Cuca, Oswaldo de Oliveira, Carlos Bianchi, o interino Osmar Loss depois das boas atuações na Alemanha se qualifica para o cargo. E, o mais importante: com o apoio dos jogadores e da torcida.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O adeus de um ídolo 2 - a vez do Internacional



Chegou a vez do Internacional demitir o ídolo. Paulo Roberto Falcão não resistiu depois de seu time tomar 3x0 em casa para o São Paula e emplacar o terceiro resultado negativo consecutivo. É claro que este último jogo foi a gota d'água para a demissão, pois a equipe não jogou nada, ao contrário dos confrontos contra Vasco da Gama e Corinthians.
Na despedida de Falcão e também do vice-de-futebol Roberto Siegmann, houve comoção, mas também a demonstração de que a política interna do Colorado estava mal resolvida e influenciou significativamente no desempenho da equipe dentro das quatro linhas. "O Internacional é maior que as pessoas que estão no comando do clube hoje. Espero que um dia pessoas dignas e do mais alto gabarito assumam o clube", disparou.
Falcão emplacou pouco mais de três meses - 99 dias para ser mais exato. Poderia ter feito mais, se não tivesse perdido tantos jogadores, que deixaram o clube, se tantos não tivessem se machucado, levado cartões ou ido para a Seleção. Mas, como diz o ditado, é do jogo.
Mas a maior mágoa do ex-treinador é o fato de não ter recebido os reforços que tanto foram pedidos e, segundo ele, prometidos pela direção.
Mas como no Rio Grande do Sul, se vive numa disputa acirrada, entre vermelhos e azuis, quando um lado toma uma iniciativa, a outra precisa se igualar, essa pode ser mais uma interpretação. O Colorado precisava se igualar ao Tricolor e mandar o seu maior ídolo embora. Tomara que essas trocas no comando não acabem  em consequências mais graves.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

COPA AMÉRICA - Cadê o futebol, Mano?

Não existe mais bobo no futebol. A frase do técnico Mano Menezes para justificar, em parte, o futebol apresentado pelo Brasil no empate em 0x0 contra a Venezuela, até parece piada. Com um time formado por “craques” que atendem o clamor por um futebol ofensivo, o time não conseguiu deslanchar na estreia. E será que conseguirá?


Robinho, Pato e Neymar, abastecidos por Paulo Henrique Ganso. Esta é a aposta tática do técnico Mano Menezes no time que está sendo projetado para buscar o hexacampeonato mundial em 2014. O grande problema é que contra uma equipe sob forte marcação, com deficiências de jogar pelos lados do campo e sem consistência no meio, fica difícil de superar as adversidades.
O pouco tempo de treinamento em preparação para a Copa América da Argentina é uma das justificativas para o mau desempenho e pode fazer com que a Seleção encontre mais dificuldades, especialmente diante de um adversário mais qualificado, como o Paraguai, neste sábado, às 16h.
Mano Menezes sinaliza em manter a equipe e o sistema de jogo. Mas pretende liberar mais a um dos volantes - no caso, Ramires - além de centralizar mais Neymar, para que ele consiga ser mais efetivo. Ah, e além disso, fazer com que o time não tenha tanta firula. Gol de bico também vale. (Jacson Miguel Stulp)

Jogos do Brasil

06/07 - Brasil 0x0 Venezuela
09/07 - Brasil x Paraguai
13/07 - Brasil x Equador

Será que agora vai?

Julinho Camargo dormiu auxiliar técnico de Paulo Roberto Falcão no Inter, depois de um ótimo resultado diante do Atlético, em Minas Gerais - vitória por 4x0 - e acordou técnico do maior rival, o Grêmio.
Pois, Julinho (na foto abaixo) detém no currículo passagens vitoriosas pela base gremista, o que lhe valeu a confiança para revolucionar o vestiário tricolor depois da queda de Renato Portaluppi. Será um desafio e tanto, pois vai ter que enfrentar os cascudos deixados pelo ídolo - que já arrumou emprego no Atlético Paranaense.
Julinho deve dar oportunidade aos garotos da base - que conhece muito bem - e isso agrada aos dirigentes do Grêmio, que buscam na venda de jogadores incrementar os cofres. A primeira impressão é que o treinador agradou, especialmente aos atletas. Mas é preciso que ele consiga o apoio dos cascudos e vencer. Pois a pressão, que já é grande, só tende a aumentar para cima dos dirigentes da Azenha.

Fique de olho

- Depois de encarar o Atlético Paranaense em casa, o Inter joga diante do campeão da Copa do Brasil, Vasco da Gama, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro, neste sábado, dia 9, às 18h30. O colorado se prepara ainda para a disputa da Copa Audi, em julho, e conheceu esta semana a data dos jogos pela Recopa Sul-americana, onde o campeão da Copa Libertadores da América do ano passado encara ao campeão da Sul-americana. No caso, Inter e Independiente jogam nos dias 10 e 24 de agosto.

- O Tricolor vai em busca de recuperação sob comando de Julinho Camargo. Neste domingo, dia 10, o time joga em Curitiba, diante do Coritiba, às 16. É mais um confronto onde a pontuação é importante para subir na tabela. 

domingo, 15 de maio de 2011

Inter campeão em Gre-Nais históricos





O Inter sagrou-se campeão gaúcho em 2011 revertendo uma vantagem do seu eterno rival. Largou atrás no Olímpico, ajustou seu time - sim, Falcão entrou com a estratégia errada no início da partida, o time foi muito mal e entrou numa "roda" nos 30 minutos iniciais - e virou o placar. teria ganho o jogo ainda no tempo normal, se não tivesse tido aquela trapalhada da defesa no segundo gol gremista.

Os dois Gre-Nais que decidiram o Gauchão/2011 foram de grande emoção. Muito por causa dos treinadores, que trataram de abrir as equipes e jogarem para cima. O Inter foi campeão porque aproveitou o vacilo tricolor e se deu melhor nas penalidades máximas. O Grêmio teve sua chance, mas não aproveitou e acabou castigado.

Ano que vem tem mais. A partir de agora, tudo é Brasileirão.




Curtas
- Na entrevista do final do jogo, para variar, Renato chorou... Ele gosta de um joguinho de cena!

- Falcão falou em semana difícil, semana de muitas confusões desnecessárias, de cobranças na imprensa - algumas justas outras injustas, segundo ele - e mexeu no brio dos jogadores ao remeter aos familiares o ponto de equilíbrio para buscar forças de reação do grupo.

- O Gre-Nal mostrou que os dois times precisam se reforçar para fazer um bom papel no Brasileirão. O Colorado precisa rejuvenecer sua defesa, principalmente com um zagueiro, um lateral direito e precisa dar mais opções para Falcão no ataque. O Grêmio, bem, este precisa de lateral esquerdo, zagueiro e atacantes.

- Bolívar tem proposta para ir ao Santos. Diz-se incomodado com as críticas da imprensa. Será?



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bola cheia e bola murcha


Foi um clássico Gre-Nal dos mais ambiciosos dos últimos tempos. Sim, ambicioso sim porque vai salvar o semestre - e porque não dizer, o ano - daquele que ao final do segundo, se sagrar campeão Gaúcho. E por causa disso, existe muitos interesses em jogo.
Pois o Grêmio aproveitou as falhas de um Inter despedaçado depois da inesperada desclassificação da Copa Libertadores da América. O Colorado não está conseguindo se remendar em meio à duas competições a uma troca de treinador. Falcão não consegue treinar o time - talvez o consiga agora, entre um clássico e outro - e terá que ter uma luz para fazer a equipe ter outra cara, outro brio para buscar os dois gols de diferença e conquistar o título gaúcho.
O grande problema, porém é a defesa. Bolívar e Rodrigo não inspiram confiança. Muito menos Nei, que não consegue achar o seu marcador. Kléber, que deveria ser a válvula de escape da equipe pela esquerda e, no mínimo, fazer cruzamentos qualificados para Leandro Damião, não o consegue fazer e o centroavante segue sendo muito pouco abastecido com bolas em condição de fazer o gol, nas jogadas aéreas.

Bola cheia
Já o Grêmio veio com uma proposta de jogo interessante, a de jogar no ponto fraco colorado, a de sobrecarregar os dois zagueiros e conseguiu êxito. Renato Gaúcho, na tática de "jogar pra cima" da defesa colorada se deu muito bem e logrou uma vantagem muito importante para o segundo jogo. Mas, como diz o gaúcho "não tá morto quem peleia" e na semana que vem pode ter mais....